terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Cobrador



Por Adriano de Sousa
NO NOVO JORNAL

ABIMAEL SILVA DEVE a narrativa (com retrospecção) da aventura de editar livros por aqui.

Ada Lima deve novos poemas que confirmem as primícias da menina gauche.

Adriano de Sousa deve poemas com mais poesia & menos linguagem, e deve a crônica que relacione a história do ABC com a história da cidade.

Albimar Furtado deve um estudo da arte da titulagem no jornalismo jerimum.

Alex de Souza deve o roteiro de uma graphic novel com histórias do udigrudi natalóide desenhadas por Marcellus Bob.

Alex Nascimento deve o romance joyceano que a sua potência lingüística vive a suplicar que escreva.

Alexis Peixoto deve os contos sugeridos pela alta performance em concurso e em revista.

Antonio Ronaldo deve outras amostras da beleza sailormooniana de suas canções poemáticas.

Carlos Magno Araújo deve uma seleta que liberte o cronista eternamente atado ao pelourinho do jornal.

Carlos Peixoto deve o estudo da presença árabe & do Islã nesta aldeia de Poti-mais-pagão.

Carmem Vasconcelos deve uns poemas com a poética da articulista Carmem Vasconcelos.

Clotilde Tavares deve um painel histórico no tamanho exato do teatro potiguar.

Diva Cunha deve o libreto de uma ópera pop anarquista sobre Nísia Floresta.

Dodora Guedes deve uma biografia de Aluízio Alves.

Edmilson Lopes Júnior deve o perfil ímpio da esquerda que tivemos, a que temos e a que teremos(?).

Francisco Carlos deve o romance que teve preguiça de escrever em Crônica da Banalidade.

François Silvestre deve uma interpretação culturalista das serras & e dos caracteres serranos.

Franklin Jorge deve os mais de 30 livros escritos ou por escrever.

Geraldo Melo deve uma autobiografia que resgate o jornalista e o intelectual perdidos para a política.

Giovanni Sérgio deve logo uma trilogia antropológica – Civilização do Couro, Civilização da Pluma, Civilização Mineral – e deve o livro de Lolita com retratos da tradicional família natalense em cinco décadas.

Gustavo de Castro deve um ensaio critico-biográfi co capaz de explicar todo o Castriciano que Cascudo ficou devendo.

Jânio Vidal deve uma biografi a de Tarcízio Maia.

Jarbas Martins deve toda a poesia que ele guarda fora de livro & que prefere atirar aos pombos que catam milho na internet.

Joanilo de Paula Rego deve uma antologia de Pablo de los Ríos.

João da Rua deve mais & mais & cada vez mais poemas de João Batista de Moraes Neto.

Jomar Morais deve uma visada livresca sobre a Natal que ele encontrou ao voltar & encontra até hoje.

Jota Medeiros deve os poemas analógicos adormecidos no sótão de sua cabeça digital.

Juliano Siqueira deve a história analítica das idéias libertárias no RN.

Lívio Oliveira deve menos práxis e mais logos, que a literatura não espera.

Luiz Gonzaga Cortez deve a versão fi nal sem-medo-e-sem-ódio do nosso galinheiro verde & dos fl ertes de tantos

bacaninhas de Deus & bacanões de letras com o integralismo.

Marcos Silva deve uma antologia crítica da representação de Natal por seus literatos.

Marize Castro deve um estudo do nosso jornalismo cultural a partir do século XIX.

Mário Ivo Dantas Cavalcanti deve o bestiário do palumbismo (ao modo d’O Todo-Ouvidos de Elias Canetti) e deve a gentileza de não cair no fojo (ser-sóum-cronista) que já mutilou alguns.

Moacy Cirne deve a releitura a frio dos tambores de vanguarda que, dizem extintos sinais de fumaça, ribombavam nas quebradas do Potengi.

Moura Neto deve uma pensata sobre halos e luzes que introduziram aqui formas alternativas de contato com o divino & de viagens de fé.

Muyrakitan K. de Macêdo deve a penúltima versão do Rio Grande do Norte.

Nei Leandro de Castro deve o romance defi nitivo que justifi que a fama de maioral no gênero.

Nelson Patriota deve a História da Crítica Literária no RN.

Osair Vasconcelos deve a fotobiografia do Machadão, antes que até a memória vá abaixo.

Paulo de Tarso Fernandes deve o testemunho circunstanciado da vida política do RN na ditadura militar & depois.

Rafael Duarte deve a enciclopédia dos botecos & cafés fi ncados nos corações de xarias & de canguleiros.

Roberto Guedes deve uma antihistória econômica do RN, detalhando as oportunidades perdidas e explicando como as nossas elites conseguem isso.

Sanderson Negreiros deve todos os poemas da maturidade.

Tácito Costa deve qualquer coisa que o retire da confortável posição de crítico que não escreve crítica para a confortável posição de crítico que escreve crítica.

Tarcísio Gurgel deve mais criaturas de fi cção, antes que o erudito abafe de vez o criador.

Ticiano Duarte deve a biografi a de Dinarte Mariz.

Vicente Serejo deve os microensaios sobre Cascudo, a biografi a monumental de Cascudo, a alma de Cascudo.

Volonté deve a edição completa dos seus instantâneos urbanos incorruptíveis & insubstituíveis.

Woden Madruga deve as memórias ácidas que ele teima em não escrever, mas de vez em quando concede em sua coluna.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Grêmio Recreativo Cultural Cordão da Fantasia põe o bloco na rua

Salve Bianor Paulino..o céu da poesia agora é seu.



É com profundo pesar que comunicamos a perda do poeta, professor e crítico literário Bianor Paulino, ontem (23 de janeiro.2011)uma presença que fará falta nas rodas do Beco da Lama, nos sebos da cidade, onde estiverem presentes, poetas, loucos,e anômimos do beco, algumas doses de cachaça e cervejas geladas.

BIANOR PAULINO da Costa - Natural de Natal(RN), nascido em 16 de novembro de 1949. É licenciado em Letras e Filosofia pela UFRN, sendo professor da rede estadual de ensino. Poeta e crítico literário, tem colaborado em diversos jornais e suplementos literários da cidade. Obteve o Prêmio Edgar Barbosa de Ensaios (Fundação José Augusto, 1993) e tem participado de várias antologias poéticas, entre elas, UM DIA, A POESIA (Espaço Babilônia, 1996) organizada por Ayres Marques. o seu último livro
O Empalhador de Palavras foi Editado pelo Sebo Vermelho.

O JOGADOR


No

Círculo verde

Incerto carteio

Desfilam

Valete

Dama

Rei

Beijo sem sexo

Discreto

Gesto convexo:

Ama Dasnove


Na foto acima o poeta fotografado ao lado de Moacy Cirne

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Poeminha manhoso pra me cobrir todinha - Nina Rizzi




ai, amor, nua não…
me veste de gala…



Red Nude..Amadeo Modigliani - 1917

Inesquecível...mesmo após 29 longos anos


Há exatos 29 anos o país perdia uma das cantoras mais expressivas da música popular brasileira. Consagrada por sucessos como “Águas de Março” e “Como os Nossos Pais”, Elis Regina morreu em casa, no dia 19 de janeiro de 1982, aos 36 anos.

Uma homenagem do Sebo Vermelho a maior cantora brasileira de todos os tempos.

domingo, 16 de janeiro de 2011

A presente tradução do texto de Paul Valéry, (1871-1945) Amphion, por Francisco Ivan,compreende uma aventura no universo da poesia.


Este drama mítico, feito de matéria lendária adquire
para o poeta francês, e, naturalmente, para seus leitores,um
significante valor literário. Sabemos do empenho quase obsessivo
de Paul Valéry na construção de sua Obra. E por isto mesmo nos
empenhamos na realização desta tradução agora apresentada ao
leitor brasileiro. "Todas as línguas são mistérios", disse
Fernando Pessoa, e, é com esta ideia que buscamos penetrar na
língua de Anfion, penetrar no mistério de sua existência através
da sedutora operação poética da tradução. A línguagem de Anfion
nos oferece a experiência deslumbrante e solitária para a
revelação desse mistério das línguas de que fala o poeta
português. Não é possível dar em poucas palavras uma imagem
totalizadora do drama de Valéry, nos limitamos a assinalar o seu
ponto mais alto: a construção de Tebas por Anfion, esse
personagem lendário que recebe das mãos de Apolo uma lira e daí
arrancando sons, arrasta montanha de pedras com as quais
constroi essa cidade lendária. Todo o peso deste drama está em
sua linguagem musical/arquitetônica. E aí, nos encantamos em uma
experiência de afinidade com a linguagem poética, única forma de
trazer para a língua portuguesa toda carga de emoções sentidas
por esse poeta francês.

Francisco Ivan

Em fevereiro será lançado pelo Sebo Vermelho