segunda-feira, 19 de abril de 2010

TODO DIA ERA DIA DE INDIO, MAS AGORA ELES SÓ TEM O DIA 19 DE ABRIL



ARARAS, KAIAPÓS, POTIGUARES,GUARANIS, CARAJÁS, XAVANTES, KRAIO, MAIUARUNAS, KALAPALOS, WUAIRA, KRENACROROS, XUCURUS,MATIPUS, MAIS, MARUBOS, BOROROS, TIKUNAS,ARAURTÉS, KAXINAUAS, TREMBES, KURUIS, WAI WAI, IUDJAS, ASURINES, TXUCARRAMÃES, ENAUENÊ, NAUÊS,
SATERE MAUÉS, KAXINAUAS, IANOMAMIS, VERDAEIROS E INJUSTIÇADOS BRASILEIROS. A HOMENAGEM DO SEBO VERMELHO.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O EDITOR ABIMAEL SILVA É CONVIDADO DA IX BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE FORTALEZA


COM STAND CONFIRMADO E TENDO A POETA NINNA RIZZI COMO MADRINHA, ABIMAEL SILVA FARÁ VÁRIOS LANÇAMENTOS DURANTE O EVENTO. CONFIRAM A PROGRAMAÇÃO.

Confiram o site do evento.
http://www.bienaldolivro.ce.gov.br/

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Jesuíno Brilhante um cangaceiro potiguar.



Em 1970 o romancista e historiador Raimundo Nonato da Silva publicou Jesuíno Brilhante – O Cangaceiro Romântico (1844-1879), a vida de Jesuíno Alves de Melo Calado, o mais famoso e valente cangaceiro norte-rio-grandense, antecessor de Antônio Silvino e Virgulino Ferreira, o Lampião.
No tempo de Jesuíno, Antônio Silvino era menino e Lampião nem tinha nascido.
Jesuíno reinou de 1871 a 1879, entre a Paraíba e o oeste do RN, quando foi o herói do sertão, o Robin Hood das terras do Patu. Temido pelas autoridades e querido pelo povo, tinha o seguinte código de honra: “quem entra para este grupo, não toca no alheio e aprende a respeitar a casa das famílias honestas”.
Jesuíno Brilhante nasceu no sítio Tuiuiú, Patu/RN, em 1844, e morreu de emboscada, em Brejo do Cruz/PB, em 1879, com apenas 35 anos de idade.
Até 1870 Jesuíno era vaqueiro e agricultor, chefe de família, filho de fazendeiro sem inimizades. Tudo começou com uma arenga entre a família de Jesuíno e os Limões, mas a gota d’água foi o desaparecimento de uma cabra dos Brilhantes, depois encontrada na panela dos Limões.
Raimundo Nonato reuniu todos os documentos jurídicos, históricos e literários sobre Jesuíno Brilhante, de grandes nomes da literatura: Luís da Câmara Cascudo, Gustavo Barroso, Juvenal Lamartine de Faria, dentre outros; e complementou com importantes anotações e comentários da história do cangaço no Nordeste.
Raimundo Nonato da Silva nasceu em Martins/RN, em 18/08/1907. Jurista e literato, publicou mais de 60 livros sobre o RN, em especial a região oeste. Clássicos como Quarteirão da Fome (1949), A Revolução de Trinta em Serra Negra (1955), Lampião em Mossoró (1956), Estórias de Lobisomem (1959), Bacharéis de Olinda e Recife (1960), Os Revoltosos em São Miguel (1966) e este Jesuíno Brilhante, em 1970.
Faleceu no Rio de Janeiro em 22/08/1993, deixando uma obra da maior importância para a história do Rio Grande do Norte.


Abimael Silva
sebista e editor

terça-feira, 6 de abril de 2010

Texto do Blog do Minduin Bizonho para reflexão. Puta é o Caralho!!



EM HOMENAGEMA AS PUTAS RESOLUTAS

O nome verdadeiro é Maria Aparecida da Silva, mas na Central do Brasil é conhecida por Márcia. Aos 42, trabalha como faxineira de manhã em uma firma e prostituta a tarde, em frente a estação de trem mais movimentada do Rio de Janeiro.
Era gostosa, mas depois de tantos anos trabalhando como puta já não é mais. Assim mesmo ainda tem seus clientes fiéis, que não dispensam uma foda “completa” por R$35,00 depois de um dia de trabalho pesado. Como não é mais jovem, quem chegar com R$ 15,00 leva. São pedreiros, pintores, taxistas, eletricistas, porteiros. Usam o corpo de Márcia pra aliviar as tensões do cotidiano embaçado que gente pobre tem.
Cida mora em Itaguaí, zona norte do Rio, a 70 km do seu local de trabalho. De busão são quase duas horas.
A casa é simples, quarto e sala sem acabamento, tijolo baiano a vista, chão de terra e cimento, móveis improvisados, cortinas ao invés de portas e um retrato de Jesus na parede.
Um pedaço de bombril na antena ajuda a diminuir o chiado do capitulo de Malhação que as crianças assistem na televisão pequena sobre o armário. Como toda casa pobre, falta tudo mas sobra dignidade. Café, bolacha de maizena e Dolly sobre a mesa pra receber os convidados.
Mora ali com seus filhos, André, 18, Camila, 22, seus netos Wesley,5, Ketheleen,3, a mãe alcoólatra Idalina e a filha adotiva deficiente mental Verinha.
Cida sustenta a casa sozinha. Não fosse o dinheiro dos programas, provavelmente o filho estaria no crime, a filha na prostituição, a mãe alcoólatra pela rua gritando absurdos abraçada a uma garrafa de pinga e só Deus sabe onde estariam os netos e a filha adotiva deficiente mental.
Puta é o caralho, Cida é uma guerreira. Foi para o sacrifício e manteve na unha vermelha a família unida. Foi capaz de perder sua dignidade pra preservar a dos seus. Quem seria capaz disso? Você seria?
Ao conhecer essa mulher, tive a certeza absoluta de que as mulheres são superiores aos homens.
Pensei nos defensores da moral e bons costumes dos programas vespertinos de TV, nos hipócritas que bradam absurdos nos palanques, no horário eleitoral gratuito. Sinto o gosto de vômito na garganta. Quem é mais puta? Quem é mais desonesto? Quem é o verdadeiro filho da puta?
Com olhar forte e digno, Cida tem a cabeça erguida e a hombridade de quem sabe que cumpre o seu dever com rara honestidade. Quem hoje em dia pode dormir tranqüilo
assim?





http://minduinbizonho.blogspot.com/2010/04/puta-e-o-caralho.html

quarta-feira, 31 de março de 2010

O SEBO VERMELHO REMEXE O BAÚ E RESGATA A REVISTA OASIS



A revista OÁSIS, do Grêmio Literário Le Monde Marche, é mais uma raridade das letras potiguares que o Sebo Vermelho reedita em edição fac-similar e limitada de 100 exemplares, para estudiosos e pesquisadores.
A OÁSIS circulou em Natal, de novembro de 1894 a dezembro de 1904. A primeira fase, de 1894 a 1902, circulou em formato ofício, com oito páginas. Esta segunda fase, de janerio de 1903 a dezembro de 1904, teve formato meio ofício, com 16 páginas e direito à edição especial de aniversário, com 24 páginas e papel especial, em setembro de 1903. Outras edições em papel verde, amarelo, marrom e cinza, um problema para reimpressão.
Como colaboradores mais constantes, Gotardo Neto, Raul e Sebastião Fernandes, Ana Lima, Adelle de Oliveira, Thomaz Salustino, Vivaldo Pereira, Alfredo Carvalho, além da coluna Notas, com o cotidiano da cidade.
A crítica literária também tinha espaço na OÁSIS, em uma cidade de 15 mil habitantes.
A Coleção Mossoroense reeditou em dois volumes a primeria fase da OÁSIS, de 1894 a 1902, em 1999. Com a reedição desta segunda fase, fica bem mais fácil entender e estudar o comportamento humano e literário da cidade, no começo do século passado.
A reedição da OÁSIS é a realização de mais um sonho antigo e uma das maiores contribuições do Sebo Vermelho à história literária do Rio Grande do Norte.

Abimael Silva - Editor e Sebista

segunda-feira, 22 de março de 2010

22 de março - Dia da Água



Açude Gargalheiras - Acari - RN

Tenho Sede
Composição: Anastácia e Dominguinhos

Traga-me um copo d'água, tenho sede
E essa sede pode me matar
Minha garganta pede um pouco d'água
E os meus olhos pedem teu olhar

A planta pede chuva quando quer brotar
O céu logo escurece quando vai chover
Meu coração só pede teu amor
Se não me deres, posso até morrer