segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
REBARBATIVO, NÃO.PASSIONAL
Não poderia deixar de falar de um velho amigo,MOACY CIRNE, que conheci aos dezessete anos, vindo do Sertão de Caicó para morar em Natal.Da mesma idade,construímos nossa amizade, respeitando nossas diferenças e acentuando nossas semelhanças. Ele se dizendo ateu e eu, cristão.Ambos procurando um sentido para vida. Ele lendo Sartre e eu, o existencialismo católico.Até que entrou o diálogo entre marxistas e cristãos, João XXIII e Kruschev se entendendo.Ingressei na Ação Popular e ele, já no Rio de Janeiro, ingressou no Partido Operário Comunista, uma dissidência trotskista.Mas antes da angústia existencial, bem antes de Marx, Gramsci, O Livo Vermelho de Mao Tsé-Tung, a guerrilha de Che Guevara, havia o amor pela arte. a literatura, e a paixão pelas mulheres que tratávamos como damas, nos cabarés da Ribeira, zona portuária.O que admirava neste amigo era a paixão.Quadrinhos (o primeiro a publicar no Brasil livro sobre o tema), a Teoria Literária, o Cinema,o Futebol (torcedor do Fluminense), a Vida.Detestava os hábitos burgueses, os signos do capitalismo, consumismo, a indústria cinematográfica hollywoodiana, Coca Cola.os shoppings.Detestava o academicismo.Largou o curso de Direito, na Faculdade da UFRN, alegando que pouco tinha que aprender ali.No Rio ingressou na Revista Vozes, onde foi editor e publicou livros que começaram ter recpetividade tanto no meio acadêmico e fora dele.Ficou conhecido por integrar o movimento vanguardístico do Poema Processo, ao lado de Wlademir Dias-Pino, Álvaro de Sá e outros.Foi um dos fundadores do PT, nunca renegando seu ideário.Mesmo quando abandonou a militãncia política. Na ultima conversa que tivemos, disse estar satisfeito com os rumos que o seu partido tomava. e mais: falou que José Dirceu fazia parte da história do PT e do país.(Concordei, dizendo-lhe que em minha carreira jurídica tive muitas decepções).Meu amigo Moacy nunca se graduou em Univerisdade nenhuma, mas foi convidado para ensinar na Universidade Federal Fluminense em Niterói.Contentou-se com o título de "notório saber" que lhe foi outorgado pela Universidade onde lecionava e onde chegou a ser Chefe do Departamento de Comunicação Social.Nunca se afastou do Rio Grande do Norte, principalmente da Região do Seridó.A paixão foi o seu método, para chegar aonde queria: o Comunismo ou à Terra de São Saruê, a utópica pátria dos sertanejos segundo os cordéis de feira dos pobres camponeses.Tinha costumes simples. Com sua barba podia ser confundido com Marx, um profeta sertanejo de Caicó, ou de Canudos.Havia,claro, os reacionários e preconceituosos que o detestavam.Eu, parodiando Lafargue, chamava-o de Jeová Barbudo de Caicó.Rebarbativo, não. PASSIONAL!!!
Jarbas Martins
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Uma paixão desenfreada pelo Seridó, Seridós...
Seridó, Seridós, é uma edição do Sebo Vermelho, reunindo crônicas de Moacy Cirne, verdadeira epifania ao sertão onde nasceu e descobriu o mundo. O poeta, o cronista e memorialista se encontram e se reencontram em deliciosos textos. O insuperável sabor da terra. Se o francês tinha suas madeleines, o seridoense vai buscar suas lembranças nas bolachas regalias. As orelhas do livro já seguram o leitor na primeira linha, bem antes da primeira curva:
MOATIDATOTATÍRNE, como se autodenominava quando criança, viajou pelas planícies brancas de Marte antes de anoitecer em nosso planeta. Nascido na Caatinga Grande das terras seridoenses, conheceu o mundo do ano de Dia de ira(Dreyer) e Perto do coração selvagem (Clarice Lispector), além de O ser e o nada(Sartre). Admirador de Guimarães Rosa, Oswald de Andrade, Graciliano Ramos e Moysés Sesyon, adora caldo de cana com pão doce. Criticado por muitos e elogiado por alguns poucos, sobretudo os amigos, MtT é um despoeta do cangaço anticulturalcontramemorialistico.
Mais adiante se confessa um ateu militante e se declara leitor da Bíblia e dos quadrinhos eróticos de Milo Manara.
Faz outras confissões: Devoto de Nossa Senhora de SantAna, São Castilho e São Nelson Rodrigues, estes dois últimos certamente por conta do Fluminense, sua outra grande e incontrolável paixão. Olhando para o Itans, Moacy Cirne faz nova confissão: Gostaria de ter escrito o Pentateuco. Ou, então, os livros de Oswaldo Lamartine.
Apaixonado também pelo cinema, frequentador do cine Pax, de seu Clóvis, Moacy vai debulhando suas lembranças pelas ruas de sua cidade:
Quando criança, nas ruas empoeiradas de Caicó dos anos 40 e 50, ruas essas bordadas com os sentimentos das descobertas intangíveis, eu me perguntava: Será que a bela Esther Williams um dia sairia das piscinas do cinema de seu Seu Clóvis para visitar meus sonhos mais delirantes? Será que a estonteante Ava Gardner um dia, quem sabe, abandonaria os braços de Frank Sinatra para ser acolhida pelos meus abraços e pelos meus delírios?
Da Coluna de Woden Madruga na Tribuna do Norte
Seridó, Seridós será lançado sábado, 14, a partir das 9 horas, no Sebo Vermelho, da avenida Rio Branco, 705 (onde foi Gumercindo Saraiva), Cidade Alta.
MOATIDATOTATÍRNE, como se autodenominava quando criança, viajou pelas planícies brancas de Marte antes de anoitecer em nosso planeta. Nascido na Caatinga Grande das terras seridoenses, conheceu o mundo do ano de Dia de ira(Dreyer) e Perto do coração selvagem (Clarice Lispector), além de O ser e o nada(Sartre). Admirador de Guimarães Rosa, Oswald de Andrade, Graciliano Ramos e Moysés Sesyon, adora caldo de cana com pão doce. Criticado por muitos e elogiado por alguns poucos, sobretudo os amigos, MtT é um despoeta do cangaço anticulturalcontramemorialistico.
Mais adiante se confessa um ateu militante e se declara leitor da Bíblia e dos quadrinhos eróticos de Milo Manara.
Faz outras confissões: Devoto de Nossa Senhora de SantAna, São Castilho e São Nelson Rodrigues, estes dois últimos certamente por conta do Fluminense, sua outra grande e incontrolável paixão. Olhando para o Itans, Moacy Cirne faz nova confissão: Gostaria de ter escrito o Pentateuco. Ou, então, os livros de Oswaldo Lamartine.
Apaixonado também pelo cinema, frequentador do cine Pax, de seu Clóvis, Moacy vai debulhando suas lembranças pelas ruas de sua cidade:
Quando criança, nas ruas empoeiradas de Caicó dos anos 40 e 50, ruas essas bordadas com os sentimentos das descobertas intangíveis, eu me perguntava: Será que a bela Esther Williams um dia sairia das piscinas do cinema de seu Seu Clóvis para visitar meus sonhos mais delirantes? Será que a estonteante Ava Gardner um dia, quem sabe, abandonaria os braços de Frank Sinatra para ser acolhida pelos meus abraços e pelos meus delírios?
Da Coluna de Woden Madruga na Tribuna do Norte
Seridó, Seridós será lançado sábado, 14, a partir das 9 horas, no Sebo Vermelho, da avenida Rio Branco, 705 (onde foi Gumercindo Saraiva), Cidade Alta.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Morre o chargista Antonio Amâncio. Ele foi um dos primeiros a denunciar as mazelas da nossa desgovernadora. Seu genial sarcasmo fará muita falta por aqui. RIP, Amâncio.
A imprensa norte-rio-grandense perdeu hoje um dos seus talentos gráficos mais combativos, o chargista Antonio Amâncio, vítima de um acidente automobilístico sofrido durante o feriadão, quando iria visitar a família em Macau.
Durante meu tempo de redação, nunca tive a oportunidade de trabalhar com Amâncio. Conheci-o durante o lançamento de uma coletânea de suas obras, no Bardallo's, que rendeu um papo ligeiro, mas agradável. Quem era da sua lista de amigos neste facebook com certeza deve ter recebido inúmeras mensagens privadas pedindo para curtir/compartilhar suas charges sempre que ele as postava por aqui.
Amâncio não tinha um traço muito sofisticado (apesar de um ser um bom caricaturista) e nem sempre a execução da ideia em suas charges alcançava a sutileza dos mestres nesse ofício, porém possuía uma característica que o destacava, de longe, de seus colegas na imprensa potiguar: o caráter predominantemente político de suas charges.
Certamente pelo seu intenso envolvimento com o sindicalismo, Amâncio invariavelmente direcionava seus ataques para os donos do poder, dando nome e cara (feia) aos bois. Poucos entenderam, no RN, o sentido original do termo 'charge' como gênero jornalístico. E falar de poder, aliás, contra o poder no Rio Grande do Norte não é tarefa pequena nem fácil.
O fato de uma destas charges ter motivado sua saída da Tribuna do Norte só aumenta e valoriza sua biografia profissional - além de diminuir a do jornal e a do casal de pistoleiros do Oeste que tomaram de assalto o Governo do Estado.
Não pensem que tal mesquinharia é exclusividade dos provincianos mossoroenses. Testemunhei certa vez um colega chargista ser proibido de retratar a ex-governadora Wilma de Faria e seu esfuziante penteado laqueado, depois que ela telefonou para o diretor do veículo e reclamou da sua feiura exterior (como se a interior já não bastasse).
Por ironia do mercado e demonstrando as incongruências desse cruel jornalismo tribal a que estamos submetidos, Amâncio encerrou sua carreira como chargista do Jornal de Hoje, um noticioso comumente achincalhado pelos livres-pensadores da terrinha por sua subserviência a "quem pagar mais", mas onde diariamente ele podia fazer o que sabia como poucos: bater em quem merece.
Valeu, Amâncio. Pelo exemplo. Pela luta. Alex de Souza
http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2013/11/morre-chargista-antonio-amancio-vitima-de-acidente-na-br-406-no-rn.html
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Uma Aventura na África... um retrato de Angola.. Lançamento em Breve!!
Especial é pouco. Sinto-me inteiramente privilegiada em falar sobre o autor deste livro, a quem tenho orgulho de ser admiradora, filha e amar incondicionalmente, assim como versar um pouco sobre esta obra, que se trata de um projeto antigo, escrito anos atrás sem grandes intenções para publicação.
No entanto, diante de uma leitura agradável que prende a atenção do leitor, que tem interesse em saber cada vez mais sobre o que se passa numa vida tão distinta da nossa, em termos culturais, senti-me na obrigação de colocar este projeto para frente.
Dar ao meu pai e ao seu escrito o devido valor e fazer com que esta obra siga para mãos curiosas, olhos ávidos pelo conhecimento, olhos com olhar dedicado ao coração, sentimento que de fato apresenta-se em algumas histórias desta obra.
São relatos de acontecimentos, uns tristes, outros nem tanto e alguns te fará sorrir incansavelmente. Você vai se divertir com a leitura e também se emocionar.
A respeito do autor, os ossos do ofício o deixou por muito tempo distante de sua família, privando-o, assim, de comemorações importantes e momentos únicos. Porém, isso o fortaleceu e fez dele o mais especial dos homens para nossa família, pois mesmo ausente estava sempre presente em nossas lembranças e corações.
Guerreiro em sua batalha, dedicado ao trabalho e ao conhecimento, pessoa de fácil convívio, ele superou todas as adversidades que encontrou em seu caminho, nessa jornada de um ano que passou na África. Esse período, mais pareceu uma vida inteira, com direito a fazer amigos, se auto-conhecer, conviver com as diferenças e as semelhanças e até superar a perversa malária.
Francisco de Assis, Chico ou Chicão, como é chamado pelos amigos, é autor do livro Campeões de Causos (1988), em que relata histórias pitorescas do cotidiano. Porém, em seu arquivo pessoal já conta com alguns livros escritos e esperando futuras publicações.
Entre eles, há um grande romance que se passa na Cidade do Natal e uma outra obra totalmente poética, com poesias escritas nos tempos idos, quando ainda mais jovem. Logo, você, leitor, terá a oportunidade de apreciá-los tão quanto fará com este.
A África é realmente um lugar mágico. Então, tenha uma boa leitura e aprenda um pouco mais sobre sentimento, aquela sensibilidade que só vem do coração.
Cecília Otaviano Cavalcante de Assis
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Na Tal Cidade do Humor... Um brinde ao riso por Cellina Muniz
Além de sua escrita peculiar e rara, o que mais impressiona nestes escritos de Cellina Muniz é sua relação com a produção cultural local. Esta marca estava já em trabalhos anteriores (até mesmo em sua tese de doutorado, “A experiência pedagógica de uma escritura dionisíaca”, em que analisa as práticas de escrita de fanzines e revistas alternativas de um grupo da capital cearense) e reaparece com força neste novo conjunto de artigos. Na tal cidade do humor tanto mostra o viés acadêmico dos trabalhos de Cellina (e que eles não precisam ser solenes) quanto sua relação densa com a cidade (Natal agora, Fortaleza antes), especialmente pela relação com tipos que, na falta de termo melhor, se chamariam populares. Também porque me interessam estudos do humor, saúdo mais este livro de Cellina.
SírioPossenti (IEL/UNICAMP)
Nascida em Brasília-DF mas cearense de pai, mãe, criação e coração. Mora atualmente em Natal, onde trabalha como professora adjunta do Departamento de Letras e do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem da UFRN. Publicou também Nietzscheanismos (Fortaleza, UFC, 2008), Fanzines: autoria, subjetividade e invenção de si (Fortaleza, UFC, 2010) e O Livro de Contos de Alice N. (Natal, Sebo Vermelho, 2012).
cellina.muniz@bol.com.br
www.escritosdealicen.blogspot.com
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Suspense, Polêmica e Mistérios nos Crimes do Padre Heusz
A história da história
O personagem
foi criado dia 1º de outubro de 2010, uma sexta-feira. A princípio a história
do Padre Heusz seria publicada em capítulos no blog Coisas de Jornal, mantido
pelo autor. Ficou só na intenção. Após a publicação do primeiro capítulo o autor
esqueceu o personagem para somente resgatá-lo em 2013. Tomando a decisão de
transformar a ideia em livro este foi redigido em cerca de três meses, uma vez
que o Barreto somente tinha tempo à noite, após as aulas na UFRN. “Os crimes do
Padre Heusz” é um mergulho profundo na condição humana, seus equívocos,
tragédias, desvãos e deslizes. É a cifra da busca humana pela redenção ante a
perplexidade advinda da finitude do estar vivo. A isso se alia a prática da
vida como pecado, a vida como instância de culpa e busca desesperada do divino
pelo pecador/culpado. “Os crimes...” é também, à sua maneira, um romance
policial e, com alguma licença, um livro de aventuras. Por mais terríveis que
estas sejam.
Sobre o autor
BARRETO é jornalista há 38 anos. Doutor em Ciências Sociais. Começou no Diário de Natal como repórter de polícia recebendo as primeiras letras de Alexis Fernandes Gurgel, louco sublime. Ingressou no jornalismo após ser submetido a teste de datilografia e conhecimentos gerais por Luis Maria Alves, O Coroa, lendário superintendente dos Associados no RN. Depois trabalhou na Tribuna do Norte, A República, semanário Dois Pontos, TV Ponta Negra. Foi correspondente da revista Visão. Atualmente é professor do curso de Jornalismo da UFRN onde ministra Jornalismo Impresso, Oficina de Texto III e Reportagem, Pesquisa e Entrevista. Apresenta e dirige o programa de entrevistas Grandes Temas, na TV Universitária. Na mesma TV criou e apresentou por dois anos o programa Xeque-Mate, de entrevistas. Publicou Crônicas para Natal e Memória do Comércio do Rio Grande Norte, livro-reportagem. Mantém o blog Coisas de Jornal. Tem artigos sobre jornalismo e comunicação publicados em revistas acadêmicas nacionais e internacionais. Faria tudo outra vez.
PS: o autor acredita em Deus, quer bem a Nossa Senhora e tem medo de lobisomem; isso é bom para a alma, conforme ensinamentos recebidos de Luis da Câmara Cascudo.
BARRETO é jornalista há 38 anos. Doutor em Ciências Sociais. Começou no Diário de Natal como repórter de polícia recebendo as primeiras letras de Alexis Fernandes Gurgel, louco sublime. Ingressou no jornalismo após ser submetido a teste de datilografia e conhecimentos gerais por Luis Maria Alves, O Coroa, lendário superintendente dos Associados no RN. Depois trabalhou na Tribuna do Norte, A República, semanário Dois Pontos, TV Ponta Negra. Foi correspondente da revista Visão. Atualmente é professor do curso de Jornalismo da UFRN onde ministra Jornalismo Impresso, Oficina de Texto III e Reportagem, Pesquisa e Entrevista. Apresenta e dirige o programa de entrevistas Grandes Temas, na TV Universitária. Na mesma TV criou e apresentou por dois anos o programa Xeque-Mate, de entrevistas. Publicou Crônicas para Natal e Memória do Comércio do Rio Grande Norte, livro-reportagem. Mantém o blog Coisas de Jornal. Tem artigos sobre jornalismo e comunicação publicados em revistas acadêmicas nacionais e internacionais. Faria tudo outra vez.
PS: o autor acredita em Deus, quer bem a Nossa Senhora e tem medo de lobisomem; isso é bom para a alma, conforme ensinamentos recebidos de Luis da Câmara Cascudo.
“Emanoel
Barreto é um dos melhores redatores da minha geração naquele velho e
inesquecível Diário de Natal, o outro. É o excelente contador de histórias que
vem aí. Com e velhíssima leveza que fez dele uma presença talentosa e querida
na história contemporânea do jornalismo aldeão.”
Vicente Serejo – Cena Urbana – O Jornal de Hoje
“‘Os
crimes do Padre Heusz’: a obra trata, em meio ao suspense em que foi
construída, da questão da condição humana.”
Mário Gerson – Gazeta do
Oeste
“O
romance é uma sucessão de acontecimentos bizarros e terríveis situações, com os
personagens levados ao limite da condição humana. Tudo se passando em meio a
momentos de terror e a um final absolutamente inesperado.”
Jornal de Fato
“A obra trata da questão da
condição humana, da queda, das incertezas e questionamentos entre os conceitos
do Bem e do Mal.”
O Mossoroense
“Recebo
informação sobre o romance “Os crimes do Padre Heusz”, livro do grande
jornalista Emanoel Barret. O livro conta a história do Padre Heusz que toma ao
pé da letra a assertiva bíblica “o salário do pecado é a morte” e pune os
pecadores com hóstias envenenadas. Com certeza um grande livro a considerar que
Emanoel Barreto tem um dos melhores textos que eu conheço.”
Gilberto de Sousa – Circulando em Off – Gazeta do
Oeste
domingo, 30 de junho de 2013
Três momentos dentro do cangaço
Reprodução
Lampeão: Sua História, de Érico de Almeida
A
figura controversa do cangaceiro Virgolino ‘Lampião’ Ferreira,
Virgolino (1898-1938) com “o” que é a maneira correta de grafar o nome
verdadeiro do mais famoso e temido dos anti-heróis brasileiros de acordo
com a página eletrônica (infonet.com.br/lampiao) mantida pela neta do
cangaceiro Vera Ferreira, permeia os três novos lançamentos da Sebo
Vermelho Edições agendados para este próximo sábado (29), das 9h às
12h, no próprio sebo na Av. Rio Branco – Centro. “Quem é quem no cangaço”, de Paulo Medeiros Gastão; “O Cabeleira”, de Franklin Távora; e “Lampeão – sua história”, primeira biografia sobre o cangaceiro escrita em 1926 pelo paraibano Érico de Almeida, fazem parte da Coleção João Nicodemos de Lima que chega ao volume 378. “É mais uma raridade da bibliografia do cangaço que o Sebo Vermelho reedita em edição fac-similar, para conhecimento das novas gerações”, comentou Abimael Silva sobre a biografia pioneira escrita mais de uma década antes da morte de Lampião (com “i”, segundo Vera Ferreira).
Escritor e jornalista, Érico de Almeida escreveu 14 capítulos sobre a presença de Lampião na Paraíba, Pernambuco, Ceará e Alagoas; sendo o último capítulo um depoimento do também cangaceiro Antônio Silvino (1875-1944) sobre Lampião.
Reprodução
Quem É Quem No Cangaço, de Paulo Medeiros Gastão
Já
“Quem é quem no cangaço”, do pernambucano Paulo Medeiros Gastão, 74,
trata-se de uma obra referência que funciona como ponto de partida para
quem quer conhecer a ‘literatura cangaceira’. O livro, originalmente
publicado em 2012, traz uma vasta lista com nomes de autores de todo o
Brasil que abordaram o tema em várias épocas – os potiguares Lauro da
Escóssia, Juvenal Lamartine, Câmara Cascudo e Iaperi Araújo são alguns
dos citados na obra.
Reprodução
O Cabeleira, de Franklin Távora
Enquanto
“O Cabeleira”, editado pela primeira vez em 1876 e que também vem em
versão fac-símile, traz o cangaço para o universo urbano. Contemporâneo
de Visconde de Taunay, José de Alencar, Machado de Assis e Joaquim
Manoel de Macedo, o cearense Franklin Távora (1842-1888) foi um dos
pioneiros do chamado romance regionalista com este romance. O livro, o
primeiro registro da literatura brasileira a ter um cangaceiro como
personagem central, narra as aventuras e desventuras do cangaceiro José
Gomes na cidade do Recife do século 18.“Ótima leitura para quem aprecia, detesta ou espreita o cangaço”, garante o sebista e editor Abimael Silva.
Serviço: Lançamento dos livros “Quem é quem no cangaço” (R$ 30), de Paulo Medeiros Gastão; “O Cabeleira” (R$ 25), de Franklin Távora; e “Lampeão – sua história” (R$ 25), de Érico de Almeida. Sábado (29), das 9h às 12h, no Sebo Vermelho – Av. Rio Branco, 705, Cidade Alta.
Fonte: Tribuna do Norte ---- www.tribunadonorte.com.br
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