Jornalista comenta decoração natalina da cidade
O jornalista Mário Ivo comenta em seu blog(www.embrulhandopeixe.blogspot.com) artigo sobre decoração natalina da cidade. O muitasoutras.com.br reproduz o texto:
"Pois: se um marciano numa noite, tarde, manhã de verão aportasse por estas ribeyras muito se maravilharia com encantos que desconfio noutras terras não existem. A começar pela decoração de Natal deste ano – ano este, diga-se de passagem, que finda em seus estertores e suspiros finais com a sofreguidão dos assuntos mal-resolvidos, o que inclui quem apóia quem em 2010.
Mas, nunca é demais falar da decoração natalina 2009, que mistura o chocolate quente de Gramado com as quenturas dos Currais Novos, numa liga que não condiz nem a um nem a outro. Nosso amigo marciano, aliás, estacionariseu disco voador tranquilamente em qualquer um dos lados da Avenida Afonso Pena, nossa Oscar Freire local, já que o propagandeado Via Livre prefere dar polpudos prêmios jornalísticos [sic] invés de realmente ser implantado onde mais se faz necessário.
O secretário municipal de serviços urbanos já declarou que “basta que a população aguarde a decoração ficar pronta”, numa lógica sem lógica que o produto final vai ficar melhor que o (péssimo) impacto inicial.
Pois, flanando pela Afonso Pena, entre um ligeirinho e outro, cada um dirigindo pior, nosso marciano já pode observar que todo o troço vai ficar ainda mais horroroso. Anjinhos encarnados, dependurados nas árvores, dividem os galhos com sóis, que alguém mais atento já acenou para a possibilidade de estarem sob o efeito de qualquer substância ilícita e entorpecente.
– Emaconhados – como se dizia uma época, sem meias-tintas, enfim.
O pior é que o pessoal da Semsur alertou que a equipe de designers [sic] está aqui desde maio, preparando essa marmota (não há termo melhor, nem mais nordestino).
O marciano também vai se inteirar que o tema do Auto de Natal deste inesquecível Zero-Nove será “Maria, José e o Menino Deus”, o que é de uma originalidade imensurável. Os direitos de transmissão para o SBT devem estar assegurados, seguindo o raciocínio do autual, digo, atual presidente da Funcarte.
O marciano também vai se maravilhar com o fato de que a poda das árvores da Afonso Pena também está sendo feita concomitante ou após a implantação dos penduricalhos, o que prova que a amizade desta Cidade com Portugal vai de vento em popa.
Na contramão da burrice, o marciano há de passar na Banca de Tota – que ele, a propósito, pensará ser a única existente na City, enquanto citada por dez entre dez colunistas e blogueiros (não é engraçado ler notinhas tipo “a última Vogue está uma maravilha e já chegou na banca de Tota”? – como se não chegassem, esta e outras publicações, nas demais bancas). Pois, lá na banca Cidade do Sol, o marciano vai saber que vem novo jornal por aí, nova revista por aí, e novas eleições ano que vem. Também.
Só não vai saber que tampouco há novidade alguma nisso tudo ou em nada disso, pois não é do hábito dos nativos se empapuçarem nem de Iessiênin, quanto menos de Giuseppe Tomasi di Lampedusa – “Se queremos que tudo fique como está, é preciso que tudo mude” (e, no original, pra eu me mostrar: “Se vogliamo che tutto rimanga come è, bisogna che tutto cambi” ). Pois.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
Bar de Ferreirinha 50 Anos - Desde 1959

O livro Bar de Ferreirinha 50 Anos - Desde 1959, lançado domingo em Caicó, teve ótima receptividade e foi um sucesso retumbante de público e crítica.
Desde às 10h da manhã, centenas de clientes e amigos do Barse concentraram nas tendas ao longo da Otávio Lamartine, para comprar o livro, degustar uma cerveja gelada e jogar conversa fora.
A festa foi animada pelo Bloco do Magão, com um ensaio e uma prévia do melhor carnaval de rua do Rio Grande do Norte.
Também houve apresentações da Roda de Samba Caicó, Maluquinho do Brega e de João Damásio, o Roberto Carlos do Sertão.
Entre as atrações não programadas, destaque para a canja de Marcelo Medeiros e a dança de Nelhão Benévolo, num show de equilibrismo sobre dois cambitos.
Possivelmente ainda esta semana tem vídeo da performance dele aqui no Bar de Ferreirinha: dependemos apenas da entrega do material pelo cinegrafista amador Augusto Dias.
O editor Abimael Silva, do Sebo Vermelho, ficou impressionado com a receptividade do livro na comunidade caicoense, e está propenso a fazer um lançamento também em Natal, onde a comunidade caicoense tem quase a mesma população de Caicó.
Segundo Neto de Julinda, chefe da Agência do IBGE, a população real de Caicó é de 1 milhão e 263 mil habitantes, dos quais 1 milhão e 200 mil estão espalhados pelo mundo.
Aproveitamos esta oportunidade para agradecer:
- aos amigos e amigas que colaboraram na edição cedendo fotos, ajudando na identificação dos personagens e comprando o livro;
- aos músicos que participaram da festa;
- a Nina Rizzi e sua filhinha Lavínia, pela presença estonteante e animada;
- ao pessoal do buteco, Ricardinho e Rinley à frente, que se esmerou para que não faltasse nada desta vez - e não faltou;
- à MC Telecom, de Marlon Cunha, que possibilitou a transmissão da festa ao vivo pela internet;
- a Dadá Costa e Rubinho Lucena, da Cachaça Samanaú e do Restaurante Xique Xique, respectivamente, pelo apoio cultural ao projeto;
- e ao Comendador Ferreirinha que, se não tivesse fundado o Bar há 50 anos, não teria possibilitado esta confraternização.
Pedimos desculpas aos clientes e personalidades que não figuraram nas galerias: o nosso objetivo era publicar o maior número de fotos possível, mas houve omissões motivadas por problemas técnicos ou de edição.
Lamentamos profundamente as lacunas, que serão preenchidas oportunamente com a publicação das fotos na internet ou numa segunda edição... quem sabe?
O álbum do lançamento, com dezenas de imagens dos participantes da festa, inclusive para download, você confere clicando aqui.
Um abraço carinhoso,
Roberto Fontes/Pituleira
terça-feira, 27 de outubro de 2009
FALVES SILVA...6.6 DE ARTE...

“Pintor surrealista em 1966, poeta/processo a partir de 1967, Falves Silva, em apenas dez anos de atividades experimentais no interior de uma forte especulação (anti)literária, conseguiu se firmar como um dos maiores produtores contraculturais brasileiros do momento. Seus poemas e sua lucidez crítica e produtiva colocam-se no centro da vanguarda a mais militante possível, entre nós, de Anchieta Fernandes a J. Medeiros, de Dailor a Wlademir Dias-Pino. (...) E Falves Silva é um produtor, com os olhos voltados para o alcance (estético) da produtividade, seja em sua vertente formalista, seja em sua vertente estrutural. (...) Falves Silva é um produtor, repitamos: ele não “cria” poemas, o que seria cair no vício humanista da “criação” idealizada segundo padrões acadêmicos; ele produz poemas, o que implica a materialização de linguagens que existem dentro de um contexto social determinado. O poema, materialmente proposto, tem uma vigência histórica que é também cultural.”
MOACY CIRNE,
em A POESIA E O POEMA DO RIO GRANDE DO NORTE (Natal: Fundação José Augusto, 1979, p. 33-36)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA I FLIPA


TODOS OS DIAS OS SEBO VERMELHO ESTARÁ RECEBENDO AMIGOS
PARA LANÇAMENTOS DA COLEÇÃO JOÃO NICODEMOS DE LIMA.
ABAIXO A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO EVENTO:
I FLIPA: FESTIVAL LITERÁRIO DA PRAIA DE PIPA
PROGRAMAÇÃO
QUINTA, 24 DE SETEMBRO DE 2009
09h às 10h — Tenda
Pipinha Literária: “Entre livros”
Conversas com autores locais, lançamento de livros e rodas de leitura abordando textos literários para formação de leitores. Participação de dois importantes escritores de livros infantis: a professora Salizete Freire Soares, que escreveu “Bicho Pra Que Te Quero”, “Mundo Pra Que Te Quero” e “Vida Pra Que Te Quero”; e o jornalista Juliano Freire, autor de “Pereyra o menino bom de bola” e “Doninha e o marimbondo”.
10h às 11h — Tenda
Pipinha Literária: “Poesia”
A professora de Letras e Arte-educadora Maria Magna Costa Fernandes falará sobre poesia e as múltiplas possibilidades da leitura através do texto poético.
14h às 15h30 — Tenda
Pipinha Literária : “Praticando a Leitura e a Escrita”.
Oficina de leitura e escrita que aborda, com criatividade e simplicidade, textos literários marcados pela imaginação e fantasia, sob a coordenação do professor Rômulo Augusto Soares Gurgel, graduado em Letras – UERN e especialista em Educação de Jovens e Adultos - UFRN
16h30 — Sede da ong Educapipa
Oficina de Criação literária de Raimundo Carrero (1º dia)
Para o escritor pernambucano Raimundo Carrero, a intuição tem grande importância na qualidade de um livro e não há regras para a criação. Mas existem técnicas que ajudam, e muito, na produção literária. São essas técnicas presentes na obra “A Preparação do escritor”, resultado das oficinas literárias concorridíssimas que o escritor vem realizando por todo o Brasil. Aqui, a oficina é voltada a estudantes e consiste em exercícios intensivos e leituras. Autor de quinze livros de ficção e com vários prêmios na estante, o romancista e jornalista, tem como obras de destaque Somos Pedras que se Consomem (1995), com a qual ganhou os prêmios Machado de Assis e APCA; As Sombrias Ruínas da Alma (1999), Prêmio Jabuti; e ainda Ao Redor do Escorpião…Uma Tarântula?.
17h30 – Tenda literária
Mesa 1: “Clementino Câmara: Do nascimento em Pipa à Censura do Estado Novo”
Foi “cascavilhando” estantes que o escritor e professor Geraldo Queiroz encontrou a tal geringonça. Em vez de coisa malfeita, nela continha a riqueza intelectual e as idéias de um mestre à frente do seu tempo. “A Geringonça do Nordeste – A Fala Proibida do Povo” é, portanto, o ponto de partida para se resgatar e discutir a obra de Clementino Câmara, nascido na região de Pipa, escritor, professor autodidata em Natal e autor de uma obra que mostra a importância da fala do povo na construção da nossa história contemporânea — obra esta censurada durante o regime do Estado Novo. Acompanhando a trajetória de Clementino e fazendo a mediação estará o professor Humberto Hermenegildo, professor universitário e pesquisador no Núcleo Câmara Cascudo de Estudos Norte-Rio-Grandenses.
18h00 — Tenda literária
Abertura oficial do I Festival Literário da Pipa-Flipa, pela Excelentíssima Governadora Wilma de Faria
19h00 — Tenda literária
Mesa 2: “Literatura e Viagens”
Para quem nasceu na Etiópia, morou na Itália e cresceu no Brasil, falar de viagens e livros é como falar de si mesmo. Exímia contadora de histórias, a escritora Marina Colasanti falará de si mesma ao partir nesta viagem literária tendo como mediadora a jornalista potiguar Josimey Costa, diretora da Tv Universitária/Cultura e professora de Cinema do curso de Comunicação Social da UFRN. Na rica bagagem desta ilustre senhora de 72 anos estão 33 livros publicados, entre contos, romances, poesia, prosa, literatura infantil e infanto-juvenil e um encantamento único de quem escreveu obras premiadas como “Eu Sei mas não devia”, “Rota de Colisão”, “E por falar em Amor”, “Contos de Amor Rasgados” e “23 Histórias de um viajante”.
20h30 — Tenda literária
Mesa 3: “Jornalismo, Literatura, Memórias”
Ela fez nesta vida o que muita gente precisaria de muitas encarnações para realizar: aos 15 anos já era habitué da casa de Di Cavalcanti e aos 18 foi a primeira modelo brasileira contratada por uma maison francesa. Amiga de Vinicius de Moraes, irmã de Nara Leão, viu a bossa nova nascer em sua sala. Com três filhos pequenos, trocou um casamento sólido com um político famoso, Samuel Weiner, para viver um grande amor com Antônio Maria, um jornalista boêmio e pobre. Foi jurada, promoter, jornalista e lançou obra sobre etiqueta social (Na sala com Danuza) que virou sucesso editorial. Uma das maiores personalidades do mundo jornalístico, artístico e cultural do Brasil, Danuza Leão, que recentemente publicou suas memórias no livro “Quase Tudo” (Companhia das Letras), conversará sobre a intensa e emocionante história de vida, alinhavando-a a importantes personagens e acontecimentos que gravitaram em torno dela; do society à vida política, do mundo artístico ao jornalismo, tendo como mediador o experiente jornalista e cronista potiguar Woden Madruga, colunista do jornal Tribuna do Norte e ex-presidente da Fundação José Augusto.
SEXTA, 25 DE SETEMBRO DE 2009
09h às 10h — Tenda/praça
Pipinha literária: “Entre Artes e Brincadeiras: as artes cênicas”
Atividades desenvolvidas para crianças e adolescentes envolvendo teatro, dança popular e mímica, sob a coordenação da educadora Maria do Carmo Dantas, graduada em Artes Cênicas pela UFRN, atriz e contadora de histórias.
10h às 11h — tenda
Pipinha literária: “Artes visuais”
Pintura, desenho e dobradura serão técnicas artísticas vivenciadas em oficinas com os arte-educadores Luiz Élson Dantas, graduado em Educação Artística pela UFRN com Especialização em Teoria da Arte – UFPE, desenhista e escritor; e Maria Geruza Soares Câmara, formada com Licenciatura Plena em Geografia e Ensino de Arte – UFRN.
10h às 11h — Tenda/praça
Pipinha literária: “Música, brinquedos cantados”
Série de atividades lúdicas com objetivo de levar as crianças a vivenciarem o universo das cantigas e dos brinquedos musicais. Com oficinas de roda, emboladores de coco e Repentistas. Participam Maria Magna Costa Fernandes dos Santos, Silvana Amália Carvalho Araújo, professora de Educação Física com Especialização em Verbo Tonal (D-a) e Deficiência Auditivo-Mental e Arte Educadora; Ricardo França da Silva – Buihú, Tecnólogo em Lazer, brincante, Assessor Técnico da Fundação José Augusto e Antonio Soares, Arte-educador com Especialização em Jovens Portadores de Deficiências
14h às 15h30 — Tenda/praça
Pipinha literária: Música
Oficinas de Brincadeira de rua e brinquedos cantados. Mais oficinas de roda, emboladores de coco e repentistas, sob a coordenação de Maria Magna Costa Fernandes dos Santos, Silvana Amália Carvalho Araújo e Antonio Soares.
16h30 — Sede da ONG Educapipa
Oficina de Criação literária de Raimundo Carrero (2º dia)
Para o escritor pernambucano Raimundo Carrero, a intuição tem grande importância na qualidade de um livro e não há regras para a criação. Mas existem técnicas que ajudam, e muito, na produção literária. São essas técnicas presentes na obra “A Preparação do escritor”, resultado das oficinas literárias concorridíssimas que o escritor vem realizando Brasil a fora. Aqui, a oficina é voltada a estudantes e consiste em exercícios intensivos e leituras.
17h30 — Tenda literária
Mesa 4: Hélio Galvão: A cultura praieira
Poucos intelectuais se credenciaram tanto à gratidão de sua terra e ao mesmo tempo dos estudiosos da História como o pesquisador, escritor e advogado Hélio Mamede de Freitas Galvão. No mundo confuso dos arquivos e cartórios, e no árduo universo da pesquisa histórica, Hélio Galvão percorreu quilômetros; da Fortaleza da Barra do Rio Grande à Tibau do Sul. Ao traçar a radiografia a trajetória humana e toda riqueza cultural produzida por ele, o jornalista contista, cronista, escritor e intelectual potiguar Sanderson Negreiros refaz essa trajetória tendo como debatedora a poeta e professora Diva Cunha, um dos nomes mais embasados da intelectualidade feminina potiguar, autora das obras poéticas ‘Canto de página’, ‘Palavra estampada’, ‘Coração de lata’ e o mais novo ‘Resina’; tendo ainda como mediadora a pesquisadora Gilmara Benevides, biógrafa de Hélio Galvão e autora do livro “Hélio Galvão - O Saber Como Herança” (edição Letras Potiguares/Funcarte).
19h00 — Tenda literária
Mesa 5: Literatura da Periferia
Jovem, bela e de esquerda. Assim ela foi retratada pelo escritor e jornalista Zuenir Ventura no famoso livro “1968 – o ano que não terminou”. Mito e ícone da intelectualidade carioca daquele ano revolucionário, Heloísa Buarque de Hollanda é hoje professora titular de Teoria Crítica da Cultura da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e conhece como poucos estudiosos os ideais desencadeados em 1968 e herdados pelas novas gerações: a cultura como instrumento de transformação social é um deles. Nesta jornada pela cultura produzida pelas periferias, a autora terá como debatedor o escritor pernambucano Raimundo Carrero, autor de quinze livros de ficção e vários prêmios na estante, e ainda como mediador o jornalista e escritor Carlos de Souza, autor de Crônica da Banalidade”, “Cachorro Magro” e “É tudo fogo de palha”.
20h — Tenda Literária
Exibição do documentário “Um Paraíso Perdido”
O documentário, exibido antes da mesa literária sobre o tema “Euclides da Cunha”, é dirigido pelo escritor e jornalista Daniel Piza com fotografia de Tiago Queiroz. O curta reconstitui a viagem à Amazônia realizada em 1905 pelo escritor Euclides da Cunha. (duração: 24 min)
20h30 — Tenda literária
Mesa 6: “A Amazônia de Euclides”
No ano do centenário de morte de Euclides da Cunha, o escritor e jornalista do jornal O Estado de São Paulo Daniel Piza mergulha neste universo pouco percebido e debatido na obra euclideana — a sua relação com a natureza e a ciência. O autor não só fez uma meticulosa pesquisa sobre caminho percorrido por Euclides da Cunha na Amazônia no começo de século XX, como também refez ele mesmo os passos do autor de Os Sertões, o que resultou no documentário “Um Paraíso Perdido” (24min), curta que será exibido na ocasião. Tendo como mediador o jornalista e crítico literário Tácito Costa, Piza abordará também outros temas da vida e obra de Euclides da Cunha.
SÁBADO, 26 DE SETEMBRO DE 2009
09h às 10h — Tenda
Pipinha Literária: “Entre Coisas e Palavras”
Três experientes educadoras se unem para compartilhar com o público infanto-juvenil a leitura de obras de intelectuais que estudaram a nossa terra e região — Clementino Câmara, Hélio Galvão e Antônio Marinho. O objetivo é proporcionar uma maior apreciação e valorização da arte local, regional e nacional. Participam da oficina Maria Magna Costa Fernandes dos Santos; Silvana Amália Carvalho Araújo; Erileide Maria Oliveira Rocha.
10h às 11h — Tenda
Pipinha Literária: “Teatro de Bonecos”
Herdeiro legítimo do universo mágico do Teatro de Bonecos, o artista e bonequeiro Josivan de Chico Daniel — filho do mais ilustre bonequeiro do RN, mestre Chico Daniel — é o convidado desta oficina que vai mostrar técnica de manipular e dar vida ao “João Redondo”.
14h às 15h30 — Tenda
Pipinha Literária : “Cordel”.
Apreciação e valorização da arte local, regional e nacional através da literatura de cordel, tendo como condutor o historiador e escritor Antonio Francisco Teixeira de Melo, um dos nomes mais importantes da literatura de cordel no Rio Grande do Norte. Além de historiador e poeta, é compositor e xilógrafo — Antônio Francisco é um dos poucos que ainda confecciona placas.
14h às 15h30 — Tenda
Pipinha Literária : “Repente”
Conduzido pelo poeta e educador Gilmar Leite, a oficina vai proporcionar às crianças e adolescentes uma apreciação da musicalidade e beleza poética da arte dos repentistas.
16h00 — Sede da ONG Educapipa
Oficina de Criação literária de Raimundo Carrero (3º dia)
Para o escritor pernambucano Raimundo Carrero, a intuição tem grande importância na qualidade de um livro e não há regras para a criação. Mas existem técnicas que ajudam, e muito, na produção literária. São essas técnicas presentes na obra “A Preparação do escritor”, resultado das oficinas literárias concorridíssimas que o escritor vem realizando Brasil a fora. Aqui, a oficina é voltada a estudantes e consiste em exercícios intensivos e leituras.
16h00 — Tenda literária
Mesa 7: “O romanceiro potiguar: vida e poesia”.
Como proposta de reflexão sobre aspectos relacionados ao romanceiro Potiguar, a professora de Literatura e Doutora em Letras pela UFPB, Lílian Rodrigues, mergulha neste gênero literário para situar as principais referências, estudos realizados, ao mesmo tempo enfatizar que este tipo de produção não está separado da existência social e cotidiana de seus produtores, ou seja, poesia e vida se entrelaçam. Como mediador desta palestra, o antropólogo Luiz Assunção, professor do Departamento de Antropologia da UFRN.
17h30 — Tenda literária
Mesa 8: “Homero Homem de Siqueira – o filho do Rio Catu”
O escritor e poeta potiguar nascido em Canguaretama Homero Homem de Siqueira é considerado o autor ficcional mais lido no RN. Suas obras tiveram várias edições. Só “Menino de Asas” foi editado 22 vezes (Ed Record, ed Ática, entre outras) , além de ser o único autor com obra traduzida em outra língua — o clássico “Cabra das Rocas” (“Gente delle Rocas” – tradução italiana de 1977). Sua poesia também é de grande relevância entre as correntes poéticas. Homero Homem pode ser definido como neo-romântico, pós-Geração 45. Para falar sobre sua obra, nada melhor do que outro grande romancista, o escritor Nei Leandro de Castro, autor de obras importantes como ‘O Dia das Moscas’, ‘As Dunas Vermelhas’ e ‘As Pelejas de Ojuara’, esta premiada pela União Brasileira dos Escritores e que virou filme. Para debater o tema estará o artista plástico, professor, ensaísta e poeta Dorian Gray, tendo ainda como mediadora a poetisa e jornalista Marize Castro, nome consagrado da poesia potiguar, reconhecida pela refinada obra que publicou — ‘Marrons crepons marfins’, ‘Rito’, e ‘Poço. Festim. Mosaico’.
19h — Tenda literária
Mesa 9: “Lobão tem razão?”
“…Mais vale um Lobão/Do que um leão/Meto um sincerão/E nada se dá/O rock acertou/Quando você tocou/Com sua banda/E tamborim/Na escola de samba/E falou mal/Do seu amor….” A polêmica canção de Caetano Veloso “Lobão tem razão” mostra a necessidade de se rebelar, de fazer renascer o seu “sentimento de ser de esquerda”, como ele mesmo escreveu no blog recentemente; ou ainda como declarou há alguns anos: “Toda vez que Lobão falou mal de mim, eu gostei”. Agora, será o próprio Lobão — João Luíz Woerdenbag Filho – em carne, osso, idéias e polêmicas, a conversar sobre este e outros temas tendo como debatedor o escritor, poeta e publicitário Patrício Júnior, do coletivo Jovens Escribas, com sete livros publicados entre eles “Lítio; e mediação do jornalista, cantor e músico Isaac Ribeiro.
20h30 — Tenda literária
Mesa 10: “Galiléia e o exílio do sertão”
A partir de uma reportagem lida em um jornal emprestado da esposa, há oito anos, o romancista cearense radicado em Recife Ronaldo Correia de Brito pariu um dos mais importantes romances da atualidade. Em Galiléia, Prêmio São Paulo de Literatura como o romance do ano, ele faz um mergulho entre dois mundos distintos: o arcaico do sertão e o globalizado, através da história de uma família cujo patriarca, Raimundo Caetano, já moribundo, vai morrer e reúne os membros de seu clã sertanejo — os filhos e netos que migraram e os que ficaram na fazenda Galiléia, interior do Ceará. Cada membro da família construiu, ao longo do tempo, seu repertório de aflições e a visita à fazenda provoca o cruzamento terrível de todas essas angústias. Galiléia é portanto, o fio que conduz esta conversa tendo como debatedor o jornalista potiguar Osair Vasconcelos, e como mediador o poeta, professor e crítico literário Moacir Cirne.
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